E se o voto fosse livre...

  A Sócio Estatística perguntou aos ilheenses em julho e aos itabunenses em setembro o que fariam caso o voto fosse livre, facultativo, não obrigatório?

A margem de erro das pesquisas foi de 2,5% em ambas as cidades, tendo sido ouvidos pouco mais de 1.500 eleitores em cada uma, através de uma amostra probabilística estratificada por sexo e idade.

Os resultados são diferentes nas duas cidades e captam o clima das duas campanhas. É possível que o período de realização, não coincidente, esteja interferindo nos resultados, ainda que pouco provável.

O itabunense, nesta  campanha, está mais motivado do que o ilheense, que permanece próximo do patamar já registrado nas duas cidades em outras eleições, entre 40% e 50% aproximadamente que votariam mesmo que o voto não fosse obrigatório.

Em Itabuna, esta eleição está marcada pelo acirramento e pela polarização entre a Coligação Levanta Itabuna que sustenta as candidaturas do deputado federal Geraldo Simões e do ex-prefeito Ubaldo Dantas, de Centro-Esquerda, e a Coligação Trabalho e Paixão por Itabuna do atual prefeito e candidato a um quarto mandato Fernando Gomes e Saulo Pontes, apoiada pelo Governo do Estado.

As frases que pareces refletir o espírito dessa campanha são, de um lado,  Eu voto por Itabuna 14, de um lado, e No meu voto mando eu 13, de outro.   

Veja gráficos

Agenor Gasparetto

Itabuna, 28 de setembro de 2000.