INTRODUÇÃO E METODOLOGIA

Esta pesquisa foi realizada pela empresa Sócio Estatística Pesquisas.

Os dados da pesquisa foram processados pelo programa estatístico desenvolvido para a área das  Ciências Sociais, SPSS.

O objetivo principal desta pesquisa de opinião foi avaliar o quadro político e administrativo em Ilhéus. Foi  realizada de 01 a 03 de julho de 2000.  

A amostra do tipo probabilística estratificada por idade, sexo e regiões da cidade. Corresponde a um erro amostral da ordem de 2,5%.   Ao todo, foram  consideradas válidas as respostas de 1994 eleitores.

As principais características desta amostra são: 20,6% das entrevistas foram com eleitores do Interior e 5,3% na área central da cidade. Cerca de 20% dos entrevistados tinham entre 16 e 21 anos e 18,5% tinham 50 anos ou mais de idade. 50% dos eleitores ouvidos eram homens.  Cerca de 34% dos eleitores tinham uma renda familiar de até um salário mínimo. Cerca de 25% tinham até 4ª série e 1,2% tinham curso superior.

A melhor análise é a que leva em consideração não o dado isolado, mas o conjunto dos resultados, isto porque o dado isolado pode não passar de uma acidente de amostra, não expressão de uma tendência. Uma leitura apressada ou superficial pode levar a uma compreensão equivocada da realidade expressada pela pesquisa, induzindo a equívocos de ação prática.  Convém considerar, aqui, o caráter efêmero de toda pes­quisa de opinião. Isto significa dizer que qualquer resultado pode sofrer mudanças no curso do tempo. Quanto maior a velocidade e consistência dos acontecimentos e medidas, maior também será a probabilidade disso ocorrer.  No caso de uma eleição, em quadro não estabilizados, a velocidade aumenta à medida em que nos aproximamos do dia da eleição. Já em quadros estabilizados, em condições de normalidade e somente nessas condições, muitos meses antes já está desenhado o quadro que as urnas irão revelar. Aqui, o crucial é discernir entre a natureza das situações.  Cabe ao sociólogo responsável pelas pesquisas apontar a natureza da situação.

É importante não perder de vista que a pesquisa é uma ferramenta, um corte na realidade, em um determinado momento, ou como muitos preferem, é uma fotografia de um processo. A realidade continua; a pesquisa é um ponto fixo no tempo. O trabalho da administração, como as medidas já tomadas, mudam a realidade e a opinião das pessoas. Isso significa que é  preciso ter um senso crítico em relação ao papel e o lugar das pesquisas.

Mais da metade dos eleitores ilheenses, em início de julho de 2000, não votariam para prefeito e vereador em Ilhéus. Nos gráficos a seguir, além do posicionamento frente a opção de votar em condições de não obrigatoriedade, estão as proporções de eleitores que não votariam por faixas de idade, por sexo, por níveis de instrução e por renda que não votariam em não sendo obrigatório o exercício do voto. Veja os gráficos contendo os resultados.

Agenor Gasparetto
Sociólogo

Itabuna, 05  de julho de 2000.