UM POUCO DA HISTÓRIA  DOS MUNICÍPIOS  

 

Gandu

            “A faixa de terra onde localiza-se, hoje, o município de Gandu, foi adquirida em 1912 por José Amado da Costa, vindo da cidade  de Areia (Ubaíra) em busca de solo fértil para a cultura do cacau.  Essa fazenda, que situava-se nas matas de Santarém (hoje Ituberá), foi denominada, na época, de  Corujão” devido a grande quantidade de corujas que ali faziam pousadas.
        
“Em 1919 Corujão era, já, um arraial de 37 palhoças e 15 casas de taipa. Mais tarde esse arraial tomou o mesmo nome do Rio Gandu, que o banha e tem nascente na Serra da Pedra Chata.
        
“Em 1958, com o Decreto Estadual nº 1.008, de 28 de julho do mesmo ano, foi criado o município de Gandu, desmembrado, assim, de Ituberá e constituído dos distritos de Gandu (sede), Nova Ibiá e Itamari  (Hoje, Nova Ibiá e Itamari são municípios).

 (Texto extraído da publicação em três volumes, CIDADES DO CACAU, da CEPLAC, Ilhéus, Bahia, 1982)


Una

             “A 18 de setembro de 1809, a Fazenda São José (antiga sesmaria), concedida a Maria Clementina Henriqueta pela rainha de Portugal Dona Maria, foi arrematada por Manoel de Souza. Começou, daí, a chegada de colonos alemães, austríacos e poloneses, formando-se, assim, com o nome de Una, posteriormente tragada pelo mar. Seus habitantes foram, então, obrigados a mudarem-se para um local mais seguro, distante quatro milhas, ao qual denominaram novamente de Una.
         
“A 21 de julho de 1890, esse povoado foi elevado à categoria de distrito do município de Canavieiras e Freguesia de Santo Antonio da Barra.
        
“Em 2 de agosto de 1890, houve o primeiro desmembramento do município de Canavieiras, com a criação do município de Una, sediado no local denominado Pedras (hoje povoado do mesmo nome). Por ter o desmembramento ocorrido sem a devida delimitação de  terras do novo município, houve uma reanexação.
“A lei estadual número 1.326 de 23 de agosto de 1923, proclamou a supressão e a transferência da sede do distrito para o povoado de Cachoerinha e somente a 2 de agosto do ano seguinte, a lei estadual número 1.718 restaurou o município com sede na Vila de Cachoeirinha.
        
“A 1º de janeiro de 1939, a Vila Cachoeirinha foi elevada à categoria de cidade, com a denominação de Una, cuja composição administrativa é constituída de três distritos: o da sede (cidade de Una), o de Arataca e o de Itatingui (ex-Pratas).
         
“Atualmente Una conta também com um núcleo Colônia (PIC-Una) e sete povoados que são Anuri, Pedras, Comandatuba, Oiteiro, Vila Brasil, Vila São João e Vila Jequié”. Hoje, Arataca está emancipado, incorporando os povoados de  Itatingui e Anuri.   

 (Texto extraído da publicação em três volumes, CIDADES DO CACAU, da CEPLAC, Ilhéus, Bahia, 1982)


Ibirapitanga

            Ibirapitanga surgiu de uma palhoça construída em 1915 por José Menezes nas terras do município de Camamu, para onde vieram mais tarde inúmeros imigrantes.
         
“Em 1938 a então vila tornou-se distrito policial através do decreto número 1.189 de 30 de novembro do mesmo ano. Poucos anos mais tarde, transformou-se em distrito judiciário com o nome de Cachoeira do Pau, que coincide com o nome do rio que cortava a vila.
          
“No ano  de 1961, o distrito de Cachoeira do Pau foi emancipado pela lei estadual número 1.444, sancionada pelo então governador do Estado da Bahia Juracy Magalhães, passando a vigorar somente a partir de abril de 1963. Assim criou-se o município de Ibirapitanga, com nome originado da língua Tupi, que significa Pau Brasil.

    (Texto extraído da publicação em três volumes, CIDADES DO CACAU, da CEPLAC, Ilhéus, Bahia, 1982)


Ituberá

           “O município de Ituberá, que antigamente tinha o nome de Santarém, surgiu do desenvolvimento de uma pequena aldeia indígena. Para esse remoto período da sua história  não há documentação que possa servir de roteiro seguro para a recomposição dos fatos; todavia, segundo a tradição, em época anterior à segunda metade do século XVIII a aldeia contava com pouco menos de cem palhoças habitadas por cerca de 300 índios, alguns portugueses e mamelucos. Tudo leva a crer que o nome Santarém foi idealizado pelos portugueses para homenagear a pátria distante.
       
“A 27 de dezembro de 1758, por instruções fornecidas pelo Marquês de Pombal a Tomé Couceiros de Abreu, que na ocasião exercia o cargo de 1º Ouvidor de Porto Seguro, foi criada a Vila de Santarém, instalada pelo ouvidor Luís Freire de Veras, nessa mesma data.
       
“Seus primeiros habitantes dedicavam-se exclusivamente ao plantio da mandioca, o suficiente para o sustento. Mais tarde os portugueses introduziram o cultivo do café e do cacau, lavouras que infelizmente não progrediram porque foram julgadas imprestáveis pelos índios.
        
“Com a penetração de Bandeiras no Sul da Bahia, toda a mercadoria destinada aos desbravadores embarcada em Salvador destinava-se ao Porto de Santarém, de onde era distribuída no lombo dos animais. Esse fato, sem dúvida, incrementou fortemente o desenvolvimento da localidade, até pouco conhecida.
        
“Em 1909, no dia 14 de agosto, por força da Lei Estadual nº 759, a vila de Santarém foi elevada à categoria de cidade. Quando, em 31 de dezembro de 1943 o Decreto-Lei nº 141 fixa o quadro territorial brasileiro para o período 1944/1948, o município passa a chamar-se Serinhaém. Não param aí as modificações. Em 1º de julho de 1944, com o Decreto Estadual nº 12.978, o município ganha o nome de Ituberá, que traduzido do tupi significa cachoeira reluzente”.

 (Texto extraído da publicação em três volumes, CIDADES DO CACAU, da CEPLAC, Ilhéus, Bahia, 1982)


Itapebi

           “A mais ou menos nove quilômetros acima de onde hoje se localiza a cidade de Itapebi ficava Cachoerinha, antigo distrito de Belmonte. No ano de 1910 aconteceu uma forte chuva de granizo com deslocamento de terra que soterrou parte do povoado, desabrigando grande número de pessoas.
“O Coronel José Francisco de Souza, conhecido popularmente como Juca de Vicente, líder daquela comunidade, solicitou ao seu sogro uma área de terra da Fazenda Pedra Branca, para onde seria transferida a população de Cachoeirinha. Então formou-se ali a Vila de Pedra Branca, que passou mais tarde a povoado e em seguida a distrito.
        
“No ano de 1940, o nome de Pedra Branca foi mudado para Itamarati. Mas um fato interessante fez com que o distrito mudasse novamente de nome. Acontecia que correspondências enviadas ao Palácio do Itamaraty eram encaminhadas ao distrito de Itamarati, causando sérios contratempos.
        
“O distrito passou, então, a ser chamado de Italva, permanecendo com esse nome até receber a denominação de Itapebi. Mais tarde, a 14 de agosto de 1958, Itapebi foi elevado à categoria de município. Seu primeiro prefeito foi Clóvis Adolpho Stolze”.      

 (Texto extraído da publicação em três volumes, CIDADES DO CACAU, da CEPLAC, Ilhéus, Bahia, 1982)