UM POUCO DA HISTÓRIA  DOS MUNICÍPIOS

 

Lomanto Jr.

             “Até então o Distrito de Barro Preto pertencia a Ilhéus e tinha nome de Limoeiro (criado pelo Decreto Estadual n.º 8.678 de 13 de outubro de 1933).
           
“Em 1938, Limoeiro passou a Distrito do Morro Redondo. Com a transferência da sede, o distrito mudou novamente o nome, passou a ser chamado do Barro Preto. Em 7 de abril de 1955 foi incorporado ao novo município de Itajuípe.
          
“A emancipação veio com a Lei Estadual n.º 1.678, de 17 de abril de 1962, promulgada pelo governador Juracy Magalhães. O primeiro prefeito de Barro Preto foi José Almeida Bonfim; a Câmara de Vereadores estava constituída, na primeira Legislatura, por Domingos Chaves, Miguel da Silva Porto, Manoel Palmeira Filho, João Andrade dos Santos, João Teixeira da Silva e Albertino Miranda Júnior .
           
“O município ganhou o nome de Governador Lomanto Júnior através da lei Estadual n.º 2.449 de 10 de abril de 1967, decretada pela Assembléia Legislativa do Estado e sancionada pelo governador Luiz Viana Filho.
           
“A mudança no nome Barro Preto tem sua história. Na época, Lomanto Júnior era Governador da Bahia e colaborou com o município, atendendo a duas de suas mais importantes reivindicações: água  e luz . Em agradecimento à atenção do Governador para com o Barro Preto, o nome foi trocado para Lomanto Júnior

(Texto extraído da publicação em três volumes, CIDADES DO CACAU, da CEPLAC, Ilhéus, Bahia, 1982)

 


Pau-Brasil

             “O povoado de Santa Rosa – hoje Pau-Brasil – foi fundado por Alfredo Santos e Antônio Alves de Souza em 1936, em terras de Valentim Rodrigues dos Santos, pertencente ao município de Canavieiras.
           
“Apesar das dificuldades dos primeiros tempos, apenas um ano depois de sua fundação Santa Rosa já tinha 5 casas de taipa, com piso no chão e cobertura de tabuinhas. A ocupação das terras  - caracterizada como  primária – gerou muitos conflitos. Mesmo assim, os primeiros levaram  seu trabalho adiante: em 1939 Santa Rosa via nascer sua primeira feira livre, atestando o vigor da lavoura de cacau e da pecuária local.
          
“Também existiu em Santa Rosa um posto indígena (Paraguaçu) de 84 km­­2 , que abrangia o município vizinho de Itaju do Colônia. Sua medição foi encerrada em 1933, quando havia 475 indígenas habitando a área.
           
“Era de Alfredo Santos a primeira casa comercial do povoado, que fazia inclusive compras de cacau. O primeiro médico de Santa Rosa foi o Dr. Lessa. Sóstenes Pereira de Almeida foi o administrador nomeado pelo prefeito Edson Lopes de Castro, de Canavieiras. Daniel Cardoso dos Santos foi o primeiro vereador de Santa Rosa junto à Câmara Municipal de Canavieiras.
           
“Em 1951, Santa Rosa é elevado à categoria de Distrito. Onze anos depois (18-04-1962) passa a Município através da Lei Estadual n.º 1.681, recebendo o nome de Pau-Brasil por ter, na ocasião, grande reserva dessa essência florestal em sua terras.
           
“O primeiro prefeito de Pau-Brasil – José Veloso Viana – foi eleito em 07-10-1962.”.

 (Texto extraído da publicação em três volumes, CIDADES DO CACAU, da CEPLAC, Ilhéus, Bahia, 1982)

 

Floresta Azul

         “A origem do nome Floresta Azul, dado por Manoel Peloto ao imóvel adquirido por título em 1916, é bastante discutida. Uns afirmam ter sido o nome inspirado pela observação da mata fechada, enquanto outros o atribuem às baronesas em flor que cobriam o Rio Salgado. O certo é que Floresta Azul começou a surgir com a abertura da estrada Palestina-Itambé.
           
“Mais tarde o povoado que pertencia ao município de Itabuna, foi elevado a condição de distrito com a emancipação de Ibicaraí; em 1953.
           
“Em1962 teve início o progresso de emancipação política e a 23 de abril do mesmo ano, foi sancionado pelo então governador Juracy Magalhães a Lei n.º 1686 elevando Floresta Azul à categoria de cidade. 

(Texto extraído da publicação em três volumes, CIDADES DO CACAU, da CEPLAC, Ilhéus, Bahia, 1982)


Aiquara

             “Até 1915,  a área em que hoje é a cidade de Aiquara era uma pequena propriedade rural (Preguiça), pertencente a Honorato José dos Santos.
           
Em 1916 chegaram a Preguiça algumas pessoas em busca de novos mercados de trabalho, atraídas pela fertilidade do solo. O proprietário das terras doou partes da fazenda para construção de casas para os recém-chegados, iniciando um povoamento. Mais tarde, essas terras passaram para o domínio público com o nome de Arraial da Conceição.
           
O aumento do número de moradores e a construção de casas residenciais e comerciais fez com que houvesse um plebiscito, em 1924, para mudar o nome local. O resultado foi o desaparecimento do antigo Arraial da Conceição e a aprovação do novo nome. De origem indígena, Aiquara quer dizer caminho da toca (a cidade ficava na passagem para um lugarejo chamado Toca Bonita).
           
Como povoado, Aiquara pertenceu à jurisdição do município de Itajuru (antigo Rio Branco) até 1932. Através do Decreto n.º8.143 de 8 de setembro daquele ano, passou a categoria de Distrito, estando subordinado ao município de Jequié. Em março de 1933 teve instalado do seu cartório de paz.
           
A emancipação política de Aiquara foi fixada pela Lei Estadual nº 1.588, de 12 de abril de 1962.

 (Texto extraído da publicação em três volumes, CIDADES DO CACAU, da CEPLAC, Ilhéus, Bahia, 1982)


Ilhéus

 “Quando D. João III, em 1534,  dividiu o Brasil em Capitanias Hereditárias, coube ao fidalgo português Jorge de Figueiredo Correia, por Carta Régia de 25 de abril daquele ano, assinava em Évora, a Capitania de Ilhéus.
           
“Desta maneira, teve início a história do município que mantém até hoje o nome da velha capitania.
           
“A Carta de doação reza textualmente que a capitania ficava “quase no meio do continente brasileiro”. Sua extensão de cinqüenta léguas em todas as direções tinha as divisas descritas da seguinte maneira: “Começaram na ponta da Baía de Todos os Santos da banda do sul, e correrão ao longo da costa pelo dito sul, quanto couber nas ditas cinqüenta léguas se estenderão e serão de largo ao longe da costa, e entrarão na mesma largura perlo sertão e terra firme  a dentro quanto puder entrar e for da minha conquista, em todas as ilhas que houver até dez léguas do mar na fronteira”.
           
“Conforme a carta de doação de feudo a Jorge de Figueiredo Correia “el-rei houve por bem  premiar os bons serviços do escrivão da sua fazenda, seu historiógrafo e fidalgo da Corte”. A doação foi feita “para sempre do juro e herdado, e para seus filhos, netos, herdeiros e sucessores assim descendentes, como transversais e colaterais com o titulo de governador o capitão delas”. Podia por ouvidores, exercer o poder da justiça com alçadas até a morte natural nos peões e tinha direito à metade da dízima do pescado e redízima do que à Ordem de Cristo e ao soberano tocassem. Foram-lhe concedidos direitos de fundar vilas, contanto que as distâncias entre elas não fossem inferiores a seis léguas.
           
“Apesar de tantos privilégios, o fidalgo donatário não quis vir tomar posse das magníficas terras  “revestidas de portentosas florestas, fartamente chovidas, fartamente regadas de cursos fluviais, caudalosos e perenes; de clima propício, águas ricas em variedades de peixes que a magnanimidade de el-rei lhe houve por bem doar”.
           
“Preferindo a vida na Corte, mandou em seu lugar-tenente, o espanhol Francisco Romero, cuja armada lançou âncora em 29 de junho de 1535 na extremidade da Ilha de Tinharé, junto a um morro que foi batizado com o nome de São Paulo. Romero iniciou imediatamente os preparativos para a fundação de uma vila.
           
“Percebendo que o local escolhido apresentava más condições, Romero velejou com três navios rumo ao sul e se estabeleceu na foz do rio Ilhéus, onde fundou uma nova povoação – a Vila de São Jorge- sitiada precisamente em cima do atual morro de São Sebastião. Foram, então, construídas paliçadas para a defesa contra ataques dos índios e habitações de madeira cobertas de palhas de palmeira, abundantes na costa.
           
“Não houve, inicialmente, um planejamento para as construções da vila. Ao centro foi erguida uma pequena capela dedicada a São Jorge. Logo que foi estabelecida a sede da Capitania de São Jorge dos Ilhéus, Romero iniciou o trabalho de colonização das terras, plantando as primeiras lavouras.
           
“A princípio lutou com grandes obstáculos, sobretudo os criados pela reação dos índios tupiniquins, com quem firmou depois duradoura amizade, o que atraiu progresso para a capitania com a construção de engenhos de açúcar, incrementando a população e fixação das várias famílias portuguesas e de outras capitanias. Essas iniciativas foram ajudadas pela catequese dos índios, em 1592, encabeçada pelo padre Manuel da Nóbrega.
           
“Jorge de Figueiredo Correia foi sucedido por seu filho Jerônimo Alarcão, na qualidade de donatário da capitania,  em 1552. Este, com a permissão do rei, vendeu-a a Lucas Giraldes por 4.825 cruzados. Anos mais tarde, Giraldes, contraindo dívidas com a condessa D. Helena de Castro, viu-se obrigado a entregar a capitania à família Castro, que a manteve em seu poder até 1761. Nesse ano, D. José I incorporou-a aos bens da Corte, mediante compra ao então donatário D. Antônio de Castro.
           
“Em 1556, foi criada a Freguesia de São Jorge dos Ilhéus pelo Bispo Primaz, D.Pero Fernandes Sardinha, que, mais tarde, teve morte trágica em mão dos índios Caetés.
           
“Em fins do século XVI, Ilhéus sofreu o ataque do corsários franceses, que foram repelidos por forças comandadas pelo mameluco Antônio Fernandes, o “Catuçadas”.
           
“Mais tarde, em 1723, os jesuítas construíram uma igreja e um colégio no local.
           
“O povo de Ilhéus não ficou alheio aos acontecimentos que  se desenrolaram na província da Bahia em 1823, por ocasião das lutas em prol da libertação nacional. Ilhéus tornou-se naquela época um dos pontos mais importantes  para o suprimento de gêneros alimentícios e de munições destinadas aos campos de batalha. Organizaram-se vários contingentes de tropas que seguiram por terra até Maragogipe e Cachoeira, centro de resistência aos soldados do General Madeira. Os morros que circundavam a vila foram guarnecidos de pessoal armado. Na boca da barra, sobre os arrecifes do Morro do Pernambuco e do Unhão, foram construídos fortes que davam também para o ancoradouro da vila.
           
“A Vila de São Jorge foi elevada à categoria de cidade através de Lei número 2.187, de 28 de junho de 1881”.

 (Texto extraído da publicação em três volumes, CIDADES DO CACAU, da CEPLAC, Ilhéus, Bahia, 1982)