METODOLOGIA 

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Esta pesquisa foi realizada no dia 03 e 04 de junho de 2000, no município de Mortugaba, sede e interior, tendo sido ouvidos 362 eleitores, erro amostral próximo dos 5%, supondo um intervalo de confiança da ordem de 95%. A amostra foi do tipo probabilística  estratificada por regiões, sexo e faixas de idade. Convém considerar, aqui, o caráter efêmero de toda pesquisa de opinião. Isto significa dizer que qualquer resultado pode sofrer mudanças no curso do tempo. Quanto maior a velocidade e consistência dos acontecimentos e medidas, maior também será a probabilidade disso ocorrer.   melhor análise é a que leva em consideração não o dado isolado, mas o conjunto dos resultados, isto porque o dado isolado pode não passar de uma acidente de amostra, não expressão de uma tendência. Uma leitura apressada ou superficial pode levar a uma compreensão equivocada da realidade expressada pela pesquisa, induzindo a equívocos de ação prática. Nesse sentido, toda vez que em uma localidade o número de entrevistas for inferior a 80,   os resultados devem ser vistos  como curiosidade estatística, uma vez que  é tecnicamente possível ter resultados não fidedignos em bases tão pequenas de dados. É importante não perder de vista que a pesquisa é uma ferramenta, um corte na realidade, em um determinado momento, ou como muitos preferem, é uma fotografia de um processo. A realidade continua; a pesquisa é um ponto fixo no tempo. O trabalho da administração, como as medidas já tomadas, mudam a realidade e a opinião das pessoas. Isso significa que é  preciso ter um senso crítico em relação ao papel e o lugar das pesquisas.  Dentre as características, 45,9% dos eleitores entrevistados tem até a 4ª série primária e 79% tem até 1 salário mínimo. Cerca de 50,3% são do sexo feminino, , cerca de 6,6% disseram ser católicos e 91,2%, católicos, desses 31,2% praticantes. 33,15 da amostra foi composta por pessoas com idade entre 33 e 49 anos, cerca de 90% são pobres e 42,3% são da Sede do município, sendo 13,3% da zona rural e os demais, dos povoados.

Agenor Gasparetto
Sociólogo

Itabuna, 18 de junho de 2000.