PESQUISA DE INTENÇÕES DE VOTO 
EM ITABUNA, MAIO DE 2000

(Veja gráficos)

PESQUISA ELEITORAL EM ITABUNA, MAIO DE 2000

Na terceira semana de maio de 2000, mais precisamente nos dias 19 a 21, a Sócio Estatística  realizou  a terceira pesquisa de intenções de voto em Itabuna do ano. Foram ouvidos 1.248 eleitores de todos os bairros da cidade. O erro amostral desta pesquisa situa-se na casa dos 3%, supondo um intervalo de confiança de 95%.

Essa pesquisa capta um momento importante do processo sucessório em Itabuna, por avaliar o impacto da inauguração do Jequitibá Plaza Shopping. Capta, também, a efetivação da chapa Geraldo Simões tendo como vice o ex-prefeito Ubaldo Dantas.

Metodologicamente, em relação às pesquisas anteriores, a principal diferença é que nesta pesquisa parte das entrevistas foi feita em áreas de fluxos de pessoas. A consequência dessa estratégia é que capta melhor a população mais ativa. E, ao contrário das duas pesquisas anteriores, não foram amostrados os povoados de Itamaracá e Mutuns.

Trajetória das intenções de voto

PRINCIPAIS RESULTADOS E CONCLUSÃO

Na terceira pesquisa política em Itabuna neste ano eleitoral, os principais resultados foram os seguintes:

Na pesquisa espontânea, há uma situação de empate técnico entre Geraldo Simões e Fernando Gomes. O primeiro com 27,7% e o segundo, 23,1%.  Os demais situam-se numa posição residual.

Na pesquisa estimulada, Geraldo lidera com 37,1% contra 27,3% de Fernando Gomes. Em razão dessa diferença,  não é possível falar numa situação de empate técnico. O quadro que tinha  sete pontos e meio  de diferença passa para nove vírgula oito pontos. Constitui-se, essa, na maior vantagem já obtida por Geraldo Simões nas pesquisas da Sócio Estatística. Todavia, não se trata de um quadro estabilizado e mudanças  ainda podem vir a acontecer.

Todos os outros candidatos têm menos de 5% das intenções de voto. Nesse novo quadro, Duda do Polirodas está com 4,3%, Capitão Fábio 4%, Helenilson Chaves passa de 2,6% para 3,9% e Fábio Andrade continua com 1,7%.

 O percentual de indecisos ou indiferentes que situava-se  próximo dos 24% caiu para 16,5%.  Nesse sentido, se na pesquisa anterior o eleitor estava se reposicionando face aos acontecimentos, através desta pesquisa nota-se um movimento em direção à candidatura Geraldo Simões. Todavia, 16,5% de indefinição ainda é um percentual expressivo. 

A rejeição de Fernando situa-se na casa dos 34,2%.  Duda do Polirodas, na casa dos 21,6%.  A rejeição de Geraldo Simões situa-se na casa dos 18,2%, a rejeição de Fábio Andrade situa-se na casa dos 7,2% e as taxas de rejeição de Capitão Fábio e Helenilson Chaves situam-se na casa dos 7%. Na prática, não houve alterações no quadro das taxas de rejeição.

Em suma, os resultados confirmaram a expectativa da polarização entre o ex-prefeito Geraldo Simões e o atual prefeito Fernando Gomes. Essa polarização aponta para um quadro final de disputa muito acirrado. 

O desempenho das candidaturas varia segundo as classes sociais, regiões da cidade, sexo, faixas de idade, religião entre outras. Por essa razão, pode se revelar estratégico analisar o desempenho dessas por cada uma das variáveis, nas tabelas de associação de variáveis.

Agenor Gasparetto
Sociólogo

Itabuna,  22 de maio de 2000.

  

 INTRODUÇÃO E METODOLOGIA (veja gráficos das variáveis básicas desta pesquisa)

Esta pesquisa foi realizada pela empresa Sócio Estatística Pesquisas, pelo Sistema Aberto de Pesquisa. Por esse Sistema, todas as pesquisas são exclusivas da empresa e estão disponíveis a todos os grupos políticos.

O objetivo principal desta pesquisa de opinião foi avaliar o quadro político e administrativo em Itabuna. Foi  realizada nos dias 19 a 21 de maio de 2000.  

A amostra do tipo probabilística estratificada por idade, sexo e regiões da cidade. Corresponde a um erro amostral da ordem de 3%.   Ao todo, foram  consideradas válidas as respostas de 1.248 eleitores.

Os resultados desta pesquisa não são exclusivos ao contratante. Para divulgação, esse deverá solicitar por escrito à Sócio Estatística, bem como atender a legislação eleitoral e o Código de Ética da ABIPEME, à qual a empresa é filiada, desde sua fundação.

A melhor análise é a que leva em consideração não o dado isolado, mas o conjunto dos resultados, isto porque o dado isolado pode não passar de uma acidente de amostra, não expressão de uma tendência. Uma leitura apressada ou superficial pode levar a uma compreensão equivocada da realidade expressada pela pesquisa, induzindo a equívocos de ação prática.  Convém considerar, aqui, o caráter efêmero de toda pes­quisa de opinião. Isto significa dizer que qualquer resultado pode sofrer mudanças no curso do tempo. Quanto maior a velocidade e consistência dos acontecimentos e medidas, maior também será a probabilidade disso ocor­rer. 

No caso de uma eleição, em quadro não estabilizados, a velocidade aumenta à medida em que nos aproximamos do dia da eleição. Já em quadros estabilizados, em condições de normalidade e somente nessas condições, muitos meses antes já está desenhado o quadro que as urnas irão revelar. Aqui, o crucial é discernir entre a natureza das situações.  Cabe ao sociólogo responsável pelas pesquisas apontar a natureza da situação.

Nenhuma pesquisa tem o poder de substituir uma administração, porque, utilizando as palavras de Bill Gates, nenhum sistema de pesquisa de mercado é infalível(Folha de São Paulo, 28/08/96, 5-2). É importante não perder de vista que a pesquisa é uma ferramenta, um corte na realidade, em um determinado momento, ou como muitos preferem, é uma fotografia de um processo. A realidade continua; a pesquisa é um ponto fixo no tempo. O trabalho da administração, como as medidas já tomadas, mudam a realidade e a opinião das pessoas. Isso significa que é  preciso ter um senso crítico em relação ao papel e o lugar das pesquisas.

Agenor Gasparetto
Sociólogo

Itabuna, 22  de maio 2000.