O ESTADO COMO INSTRUMENTO VIABILIZADOR DA FORMAÇÃO DE CAPITAL

                O capitalismo brasileiro historicamente desenvolveu-se atrelado ao Estado. A implantação de BNDE, hoje BNDES, em 1954, surgiu com a finalidade de financiar projetos industriais, localizados inicialmente no eixo dinâmico do capitalismo brasileiro: São Paulo, Rio Janeiro, Belo Horizonte. Além do BNDES, outros exemplos podem ser citados a nível regional, como é o caso da SUDENE, que foi criada para fomentar a industrialização no Nordestes, em que pese desvios de seus objetivos originais.

Hoje, a Região Cacaueira não dispões do capital necessário para promover um rearranjo na sua estrutura econômica, sem dúvidas, necessário e urgente.

Em razão disto, o Estado deverá executar um papel crucial enquanto viabilizador do processo de transformação, da arrancada à superação do atual quadro sócio-econômico.

Portanto, é vital a importância da presença do Estado como fomentador de formação de capital. Sem a intervenção do Estado não há como alavancar o desenvolvimento de áreas atrasadas ou subdesenvolvidas como é o caso da Região Cacaueira. O professor Henrique Rattner assinala três aspectos principais na formação de capital, através de concurso do Estado, em áreas com esta:

a)    Investimentos públicos diretos em equipamentos sociais básicos; objetivamente, no caso da Região Cacaueira, FESPI, Porto e outros.

b)   Estado como catalizador e parceiro de empresas privadas, de investimento nos projetos industriais e agrícolas; e

c)    Adoção e estabelecimento de incentivos monetários e fiscais para implantação de projetos novos.

Neste sentido, parecem relevantes as idéias do  Fundo a que faz referência o documento O Sul da Bahia te Solução do atual Secretário de Planejamento do Estado, Waldeck Ornelas, e outras formas de indução da atividade produtiva.

Neste esforço, a classe empresarial já instalada nesta região tem um papel muito importante a  desempenhar, formando associações de capital e investimento, atraindo novos investidores, exercendo um papel de liderança no processo de transformação da realidade, ou seja, no papel de co-viabilizadora do potencial econômico regional em renda e em empregos.