DA
“COMPANHIA REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO SUL DA BAHIA” E VARIANTE
No documento da CNPC
“Sugestões para um Programa de Desenvolvimento Agrícola e Agroindustrial
para a Região Cacaueira da Bahia”, consta a proposta da criação de uma
“Campanhia de Desenvolvimento”, que traz à lembrança um ICB ampliado
em suas funções. Recentemente, o deputado Geraldo Simões propôs
iniciativa semelhante. Esta Companhia, no entanto, parece ser de necessidade
discutível.
No caso do documento da
CNPC, por exemplo, são relevantes os objetivos da “Companhia” de
“elevar a renda regional” via diversificação da economia e “aumentar
o nível de emprego”, bem como suas funções de “elaborar projetos em
todas as áreas”, “captação de recursos”, de “fomento da atividade
produtiva” e de “modernizar e ampliar a infra-estrutura regional”.
Parece necessário, inclusive, a existência de um “núcleo pensante” e
da “formação de um banco de dados”.
A discordância não está
neste nível, mas no diagnóstico de que isto pressupõe um novo órgão,
“Companhia” ou “Agência” ou outra denominação que possa vir a
ter. A região não precisa de mais estruturas que acabam servindo a outros
interesses e consumindo parte expressiva dos recursos no âmbito
administrativo-burocrático das mesma.
Parece mais razoável
realizar estas funções, sem dúvida, relevantes, através das instituições
públicas e privadas já existentes. Em particular da FESPI, que precisa, além
de ser estadualizada, ser transformada, como se referiu o senador Josaphat
Marinho no ”grande centro cultural desta região”. A FESPI precisa
realizar o seu papel, sua vocação histórica. E uma forma de fortalecê-la,
afora criar cursos que interessem aos estudantes, é dar-lhe condições
para que possa desempenhar parte dessas funções, buscando as associações
que se fizeram necessárias, quer seja com o CEPEC ou EMBRAPA quando o
problema é de ordem agronômica, quer com empresas privadas e assim por
diante. Estas funções dizem respeito à Universidade e a ela devem ser
confiadas.