A NECESSIDADE DO ESTADO DESCENTRALIZAR A ADMINISTRAÇÃO E O PLANEJAMENTO

O reconhecimento de que o estado da Bahia constitui-se de inúmeras regiões relativamente autônomas, pouco articuladas, dotadas de suficiente infra-estrutura e dotados de peculiaridades, sugere que a intervenção do Estado respeite e considere as especificidades de cada uma e promova uma ação que maximize os potenciais de todas.

Isto supõe a existência  de um planejamento, como enfatizou o deputado Manoel Castro e outros. Acredita-se que uma administração descentralizada, que oportunize a cada uma das diferentes regiões explicitar suas necessidades, constitui-se numa estratégia inteligente, oportuna e por isso merecer a atenção do  governador, Antônio Carlos Magalhães, e particularmente do Secretário Planejamento deste Governo, Waldeck Ornelas.

Nesse sentido, torna-se oportuno que o poder público ausculte os anseios de cada uma dessas regiões e promova uma descentralização que ultrapasse o plano das intenções das tentativas anteriores, parece constitui-se numa das formas privilegiadas de realizar esta comunicação e de promover o desenvolvimento das mesmas. Aos núcleos da administração e planejamento descentralizados competirá traçar um esboço do plano de desenvolvimento regional e manter um diálogo permanente com o centro de poder político do Estado. Este planejamento, convém não perder de vista, nas palavras do senador Josapht Marinho, garante a continuidade do progresso.

Esta perspectiva ganha relevância e urgência quando se considera a extensão territorial do estado da Bahia e a distância demasiadamente grande que há entre a capital, Salvador, e os recantos de cada uma das regiões, para a maior parte dos cidadãos. Trata-se não apenas de distancia física, mas sobretudo de acesso, para poder manifestar e reivindicar em prol das comunidades.