AS ALTERNATIVAS 

As alternativas de desenvolvimento podem dar-se através de duas grandes vias.

A primeira, através de uma forte vinculação com o exterior, nos moldes malasianos, na vertente agro-exportadora, cara ao palestrante José Alexandre de Souza Menezes, ou com o concurso de uma ZPE, na vertente industrial, cara ao debatedor Isac Albagli, para apontar apenas dois exemplos típicos.

A segunda, através das formas de articulação interna, mediante projetos integradores, com intensificação das trocas no interior do sistema, fortalecendo o mercado interno, como salientou o deputado Haroldo Lima.

A propósito, uma intensa articulação interna caracteriza as economias desenvolvidas, sendo as relações externas, nestas, resultantes de uma busca complementariedade.

Contrariamente, esta região, como todas as que se lhe assemelham, caracteriza-se por laços de vinculação externa mais fortes e mais intensos do que os laços de vinculação articuladora interna. O risco de desagregação, neste caso, é alto e, hoje, a região está pagando o preço desta realidade.

A propósito do fortalecimento da articulação interna, convém não desperdiçar nenhuma oportunidade, ainda que pareça pequena, pois estão em jogo a geração de empregos e a retenção de renda regional.

O objetivo deste documento-proposta, como já foi dito, não foi o de detalhar as inúmeras saídas. Nesse sentido, o seminário propiciou a explicitação de muitas. Os Anais estão aí para que qualquer um possa elencá-las. Contudo, assim como o senador Josaphat Marinho, acredita-se que “não há soluções mágicas”, fazendo-se necessário a discussão e o confronto de idéias.

Por estas razões, apresenta-se aqui os grandes encaminhamentos dos problemas com maior potencial de transformação da economia e da sociedade regional e, mesmo assim, sob a forma de grupo de trabalho. Estes desempenharão a tarefa de contribuir, de forma consistente e amadurecida, na elucidação dos problemas e no encaminhamento das possíveis soluções.