UM POUCO DA HISTÓRIA  DOS MUNICÍPIOS  

 

Ibicuí

           

          “Até  1913, o território do município de Ibicuí era coberto por matas virgens, habitadas pelos índios Pataxós. Naquele ano chegaram José Veiga e Marcelino Silva Novo e suas famílias, vindos das caatingas de Poções. Os pioneiros instalaram-se nas zonas do Rio Novo e do Riacho de Areia, onde ocorreram os primeiros desmatamentos para formação de pastagens e cultivo das lavouras de milho, feijão, mandioca, fumo e café.
        
“Lá pelo ano de 1916, Francisco Almeida construiu a primeira casa, no local hoje conhecido popularmente como “rua apertada”. Logo foram construídas mais duas casas, e depois outras, nascendo assim o povoado de Guarani.
         
“Os primeiros plantios de cacau começaram por volta de 1920, mas foram logo abandonados porque as dificuldades de acesso e transporte eram muito grandes, e agravadas pelo despreparo total da mão-de-obra existente.
         
“Em 1942, quando ainda pertencia a poções, o distrito de Guarani passou a chamar-se Ibicuí, que quer dizer terra de areia  em Tupi-Guarani. A mudança foi feita também porque já existia, em Minas Gerais, um município com o  nome de Guarani.
        
“No dia 12 de dezembro de 1952 o então Governador Régis Pacheco sancionou a lei nº 512 que elevava Ibicuí à categoria de município. No mesmo ano Teodomiro Meira Sertão foi empossado como primeiro gestor de Ibicuí.
        
“Escolhido por eleição direta em 1954, Dely Feliciano de Arruda foi empossado como prefeito a 7 de abril de 1956, junto com a primeira Câmara de Vereadores, composta por Manoel Rodrigues de Morais (Presidente), Francisco José Correia, Ismael Vaz Sampaio, Artur Pires, Juscelino Rodrigues de  Morais, Laudelino Pereira e Sátiro Bento dos Santos.”

 (Texto extraído da publicação em três volumes, CIDADES DO CACAU, da CEPLAC, Ilhéus, Bahia, 1982)


Itapitanga

            “O primeiro colonizador das terras de Itapitanga foi Benedito Cardoso. Vindo do Pontal do Cafundó, esse pioneiro chegou com sua família em 1913 ao local em que fundaria o Arraial do Baforé.
          
“Em 1927, o Baforé passa a ter um escrivão de polícia, João Macaúba, recém-chegado de Ilhéus.
         
Baforezinho seria o nome definitivo do arraial se Benedito Cardoso não tivesse discordado e resolvido, por sugestão de Cezário Falcão, mudá-lo para Itapitanga (Pedra Vermelha em Tupi-Guarani) em 1931. No mesmo ano, Alfredo Ferreira criava a primeira feira do local.
        
“Laudelino David dos Santos chegou ao arraial em 1933, vindo de Temerosa, zona do Campo Belo, em mais tarde viria a ser o primeiro prefeito de Itapitanga e, com seu fundador, um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento do ex-arraial do Baforé.
“No ano de 1946 ficou pronta a estrada que liga Itapitanga ao município de Coaraci, uma das principais vias de acesso locais.
       
“Em 21 de  dezembro de  1959 Itapitanga foi desmembrada do município de Ilhéus por interferência de Laudelino David dos Santos, cujos sucessores no cargo de prefeito foram José Nery Bittencourt, Deraldo Peixoto de Araújo, Lourival David dos Santos e Vicente Possidônio Esteves.”

 (Texto extraído da publicação em três volumes, CIDADES DO CACAU, da CEPLAC, Ilhéus, Bahia, 1982)


Taperoá

           “Em 23 de  novembro de 1651 os jesuítas fundaram a Vila de São Miguel de Taperoguá, que daria origem a Taperoá, junto a aldeia dos índios Tapuias, Queréns e Aimorés.
         
“Por determinação de d. Pedro I foi fundada no local, em 15 de agosto de 1828, a primeira colônia agrícola de irlandeses no Brasil. A colônia de Santa Januária, às margens do Rio do Engenho, começou com 101 famílias de mercenários irlandeses recrutados pelo coronel William Cotter para a formação de batalhões do Exército Brasileiro na luta conta a Argentina pela Província Cisplatina.
         
“Embora a colônia agrícola não prosperasse, a vila cresceu e tornou-se independente em 29 de maio de 1847. Sua emancipação política veio em 1º de abril de 1916, com a elevação da Vila de Taperoá à categoria de cidade.
          
“Taperoá teve sua própria comarca de 1852 (ainda Vila do Império) a 1910, quando foi extinta pela anexação à comarca de Velha Boipeba (atual Nilo Peçanha).
          
“Desde 1º de dezembro de 1915 foi restaurada a comarca de Taperoá” .

 (Texto extraído da publicação em três volumes, CIDADES DO CACAU, da CEPLAC, Ilhéus, Bahia, 1982)


Jequié

            “No início do século passado, José de Sá Bittencourt – um dos inconfidentes de 1789, refugiou-se na Bahia. Logo foi incumbido de construir uma estrada ligando Camamu a Monte Alto, e assim conheceu o local onde está hoje o município de Jequié.
“Bittencourt adquiriu terras ao Capitão-Mor João Gonçalves da Costa e recebeu uma sesmaria do Governo de Portugal, formando a Fazenda Borda da Mata. O pioneiro passou a morar com a família na sede da propriedade, às margens do Rio de Contas, três quilômetros abaixo da atual Fazenda Provisão. Após sua morte, o filho José de Sá Bittencourt e Câmara herdou a Fazenda Jequié, cuja sede construi nas imediações dos rios das Contas e Jequiezinho.
        
“No século passado, década de 70, Joaquim Fernandes da Costa já comandava a formação do povoado que deu origem á Cidade de Jequié.
         
“Em 10 de julho de 1897 o Governo Federal concedeu autonomia ao Distrito de Jequié, desmembrando-o do município de Maracás.
         
“Em 13 de junho de 1910, Jequié foi elevada á categoria de cidade”.

 (Texto extraído da publicação em três volumes, CIDADES DO CACAU, da CEPLAC, Ilhéus, Bahia, 1982)