AVALIAÇÕES DAS ADMINISTRAÇÕES GERALDO SIMÕES, PAULO SOUTO E LULA EM ITABUNA

 

Com o propósito de contextualizar o quadro político em Itabuna, serão expostos os resultados concernentes às avaliações das administrações federal, estadual e municipal, tomando como referência o período de 14 a 16 de fevereiro de 2004.

 Tabela 1. Avaliações das administrações municipal, estadual e federal, em Itabuna, 14 a 16 de fevereiro de 2004 (Percentuais).

Conceitos/administrações

Pref.Geraldo Simões

Gov. Paulo Souto

Presidente Lula

Não sabe/não apontou

3,9%

15,7%

6,9%

Ótima

6,1%

8,0%

6,0%

Boa

18,6%

26,2%

25,3%

Regular

33,7%

39,4%

41,4%

Ruim

7,2%

3,1%

6,5%

Péssima

30,5%

7,6%

13,9%

Veja gráfico

Fonte: Sócio Estatística Pesquisas

Erro amostral: 2,8%, 1.271 pessoas ouvidas.

 

Tabela 2. Avaliações das administrações municipal, estadual e federal, em Itabuna, 14 a 16 de fevereiro de 2004, considerando apenas avaliações positiva e negativa.

Conceitos/administrações

Pref.Geraldo Simões

Gov. Paulo Souto

Presidente Lula

Não sabe/não apontou

 3,9%

15,7% %

6,9%%

Positiva (Ótima + Boa)

 24,7%

 34,2%

31,3%

Negativa (Ruim + Péssima)

 37,7%

 10,7%

 20,4%

Regular

33,7%

39,4%

41,4%

Veja gráfico

Fonte: Sócio Estatística Pesquisas

Erro amostral: 2,8%, 1.271 pessoas ouvidas.  

Gráfico de evolução do desempenho da administração Geraldo Simões, 2001 a 2004

Sobre as avaliações

Desde que abrimos a empresa (1990), em nenhum momento pactuamos e nem calamos quando nossos resultados são utilizados para fins eminentemente propagandísticos. Foram várias vezes que contestamos uma prática muito comum no meio político, que é a de agregar o conceito “regular” à avaliação positiva, o mais comum, ou à negativa.  Na prática, em momentos de decisão, o conceito “regular” não soma, some. Temos observado que o percentual de votos de um prefeito candidato à reeleição tende a se situar muito próximo do percentual de avaliação positiva de sua administração, isto não significa que todos os que avaliam positivamente votam, nem que os que avaliam “regular” ou mesmo negativamente não possam votar nele. Essa aritmética linear não é verdadeira, em eleições. No entanto, o somatório tende a se aproximar do percentual de conceitos “ótimo” e “bom” recebidos pela sua administração.

 Isto posto, o governo Lula é avaliado como regular tendendo ao positivo.  31,3% de avaliação positiva contra 20,4% de negativa. O governo Paulo Souto é avaliado como regular tendendo ao positivo. 34,2% de avaliação positiva contra 10,7% de negativa. A administração Geraldo Simões é avaliada como tendendo ao negativo. 24,5% de avaliação positiva contra 37,7% de negativa.

 Aqui, não parece ser suficiente olhar o dado em si. Nesse sentido, parece relevante considerar a trajetória histórica, que pode ser vista na seção de gráficos desta matéria. 

 Veja também os gráficos da avaliação das administrações e sua trajetória.

 Agenor Gasparetto
Sociólogo

socio@nuxnet.com.br

 Itabuna,  16 de março de  2004.


COMO AS PESQUISAS SÃO FEITAS

 As pesquisas de intenções devoto e de avaliação das administrações  realizadas pela empresa Sócio Estatística são pesquisas sociais por amostragem. Via de regra, a margem de erro situa-se próximo aos 3%, para mais ou para menos, ou seja, qualquer resultado pode oscilar até 3 pontos para cima e para baixo do resultado encontrado.  Concretamente, isto equivale a aproximadamente 1.100 entrevistas realizadas. Esse erro pressupõe um intervalo de confiança da ordem de 95%. Isto equivale a dizer que caso fossem realizadas no período 100 levantamentos, em 95 os resultados estariam dentro desta margem de erro. Pressupõe, também, que haja na população uma distribuição normal das opiniões ou dos posicionamentos quanto aos candidatos, ou seja, que a opinião seja distribuída ou generalizada em toda a população, independentemente de sua localização geográfica ou seu posicionamento sócio-econômico. As amostras são do tipo probabilística, estratificadas por idade, sexo e regiões da cidade. 

 Os dados da pesquisa foram processados pelo programa estatístico desenvolvido para a área das  Ciências Sociais, SPSS. Os resultados da pesquisa realizada em fevereiro foram registrados na Justiça Eleitoral de Itabuna, na quinta-feira, dia 11 de março.

 A última pesquisa, registrada na Justiça Eleitoral, foi realizada nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro. Foram ouvidos 1.271 eleitores, correspondendo a um erro amostral próximo a 2,8%, supondo um intervalo de confiança da ordem de 95%. A pesquisa ouviu eleitores de todas as regiões da cidade, de todas as faixas etárias, níveis de instrução e de renda.

 Na análise de resultados de pesquisa, observa-se que a melhor análise é a que leva em consideração não o dado isolado, mas o conjunto dos resultados, isto porque o dado isolado pode não passar de uma acidente de amostra, não expressão de uma tendência. Uma leitura apressada ou superficial pode levar a uma compreensão equivocada da realidade expressada pela pesquisa, induzindo a equívocos de ação prática.  Convém considerar, aqui, o caráter efêmero de toda pesquisa de opinião. Isto significa dizer que qualquer resultado pode sofrer mudanças no curso do tempo. Quanto maior a velocidade e consistência dos acontecimentos e medidas, maior também será a probabilidade disso ocorrer.  No caso de uma eleição, em quadro não estabilizados, a velocidade aumenta à medida em que nos aproximamos do dia da eleição. Já em quadros estabilizados, em condições de normalidade e somente nessas condições, muitos meses antes já está desenhado o quadro que as urnas irão revelar. Aqui, o crucial é discernir entre a natureza das situações. Cabe ao sociólogo responsável pelas pesquisas apontar a natureza da situação.

 Por fim, é importante não perder de vista que a pesquisa é uma ferramenta, um corte na realidade, em um determinado momento, ou como muitos preferem, é uma fotografia de um processo. A realidade continua; a pesquisa é um ponto fixo no tempo. O trabalho da administração, como as medidas já tomadas, mudam a realidade e a opinião das pessoas. Isso significa que é  preciso ter um senso crítico em relação ao papel e o lugar das pesquisas.

 

Agenor Gasparetto
Sociólogo

Itabuna,  16 de março de  2004.