Editorial:

 O Rio Cachoeira

 

O Rio Cachoeira foi um dos principais canais usados pela colônia sergipana para desvendar e desbravar a região cacaueira da Bahia. Mas, ultimamente com o desenvolvimento da região grapiúna, o Rio tornou-se um grande receptor de lixo e todo tipo de esgoto sanitário ou não.

Resultado, suas águas tornaram-se poluídas e indevidas para o uso doméstico e industrial. Vendo que sua extinção estava para acontecer, várias entidades governamentais ou não, elaboraram projetos para sua salvação.

foram realizados encontros e mais encontros para que o Rio Cachoeira tenha uma solução. Até o momento, apesar de vários movimentos, e plantio de árvores em suas margens, sua situação ainda não reverteu. Árvores essas que ninguém as ver, e o Rio continua a sofrer e pedir socorro.

         As comunidades ribeirinhas das cidades de: Itororó, Santa Cruz da Vitória, Floresta Azul, Ibicaraí, Itabuna, continuam a jogar esgotos e lixos em seu leito e suas margens, sem nenhuma piedade. Prova disso, é quando o Rio pega uma cheia e volta a ser vazante, seu leito fica a olho vivo completamente sujo; um triste visual, com elementos plásticos e pneus velhos à tona, que se retirados podem chegar a milhares de toneladas de detritos; um afronto ao Rio.

De dez anos para cá, quando foram iniciados os movimentos, inclusive  com a participação da Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC, de despoluição do Rio, ainda não deu para ser notada. Se já existe alguma coisa está presa nas cabeças pensantes dos projetistas.

Daqui chamamos à atenção, se não houver união de todas as prefeituras dessas cidades citadas, num trabalho sério e pactuado nada vai poder se fazer para que o Rio volte a ser aquele Cachoeira da época dos desbravadores, de águas cristalinas e peixes abundantes para o consume dos mais necessitados e também área de lazer para todos.

Em primeiro lugar – que fique bem claro – esses projetos devem trabalhar em primeiro lugar, com as nascentes, caso isso, não seja feito o Rio vai sempre continuar o que ai estar, um Rio condutor das enxurradas, e sem nascentes. Ainda a tempo de salvar o Rio Cachoeira, com a união de todos; prefeituras, fazendeiros e a comunidade.

O Rio Cachoeira, não pode morrer... Por onde anda as “agendas 21”? Os seus projetos estão onde, estão engavetados?... O Cachoeira é  um grande patrimônio natural da Região Cacaueira, por isso merece respeito. Mas, muitas indústrias e  mesmo entidades que fazem parte do projeto continuam a jogar detritos em seu leito, é só observar...

 Salve o Cachoeira!